sexta-feira, 20 de maio de 2011

OUVIDOS

Ouvido de mercador
Ouvido de tuberculoso
Ouvidor geral
Ouvidoria
Ouvido de mexeriqueiro
Orelhão na rua (necessidade/futilidade)
Ouvido médio (fica dentro)
(se tem médio tem grande e pequeno, é claro, não é?)
Ah! E como tem!
Tem gente que ouve mal e responde mal
Ouvido externo (está sempre por fora de tudo?)
(Acho que fica mesmo é ouvindo como quem não quer querendo)
Ouvido inflamado boca maldita
Já dizia minha Vovó: ___ Menino, lava bem essas orelhas!
Para um bom ouvidor meia palavra basta.
Como estão seus ouvidos?
Lavou bem as orelhas já hoje?

MÃO DE TODOS OS TIPOS

Mão de força
Mão de vaca
Mão boba
Mão amiga
Mão-de-obra
Demão de tinta
Contra mão
Mão direita
Mão esquerda
Mão inglesa
Mão que afaga
(é a mesma que esmaga? Não deve)
Mão na roda
Mão do diabo
(uma é sã e outra furada)
Alguém aí tem mais uma mãozinha pra me dá?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

CONVERSA FIADA. SERÁ MESMO? (Micro conto)

Sabe aquelas conversas bobas quando a família está reunida?
Aquelas em que se fala de tudo e não se fala de nada sério?
Num desses dias, ou melhor, já era de noite.
Estávamos eu, minha esposa e um dos meus filhos na sala.
De frente da TV, o jornal notícia novas sobre o futebol brasileiro.
Era o fracasso dos times brasileiros na “libertadores”.
Minha esposa saiu com uma...
Meu time tinha a vantagem de perder de um gol, mas perdeu.
Droga! Gosto nem de pensar.
Ela disse o teu Flu... hein? Perdeu feio!
Ela não podia ter dito coisa pior.
Por isso digo que nessas conversas falam de tudo e não se fala de nada sério.
Eu respondi: não foi só o meu Flu... que perdeu, foram todos os times brasileiros.
Ela disse: mas eu estou falando do seu Flu... e não dos outros.
E pra irritar mais ainda disse: não mistura as coisas.
Essa conversa tola me fez refletir sobre algo mais importante.
Se você e mais dez pessoas fossem flagrados burlando uma regra do trânsito
mas somente você recebesse a punição, como você reagiria?
Acho que dizendo: porque os outros não foram punidos também? Ah, não aceito, não?
Vou reivindicar os meus direitos?
Não seria essa a sua e a minha reação?
Eu vou irritar a você d jeitinho que minha esposa a mim:
Não mistura as coisas, não. Pague por sua punição. Você está errado.
Deixa a vida dos outros pra lá.
Se você reconhece seu erro é menos um mau caráter no mundo.
O seu erro não deixa de ser erro porque os outros não foram punidos.
O meu time não mudou sua situação só porque eu argumentei que os outros também foram desclassificados.

Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão (Mateus 7.5).



Luiz Flor dos Santos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

(AS ARMAS) Micro conto

O homem vinha da guerra.
Vitorioso e imponente.
Todas as armas estavam ainda sobre ele.
Espada embainhada. Arco suspenso no ombro.
Flechas nas costas pontiagudas e reluzentes.
Escudo dependurado no braço.
Botas calçadas.
Couraça e peitoral prontamente vestidos.
E um ar imponente de quem monta um cavalo de guerra.
Era um guerreiro nato. De alma e mente.
Foi chegando para abraçar seu amigo.
Mas descuidou-se ferindo-o com o peso de sua couraça.
Com o peso de suas armas.
Era tanta coisa sobre si que abraçou mal seu amigo.
Desarme-se para ter um bom contato com seu próximo.
Era a lição que faltava ao guerreiro aprender.



Luiz Flor dos Santos

A OUTRA FACE (Micro conto)

Disse Jesus: se alguém te ferir numa face, oferece-lhe a outra. Logo o homem pensou: devo ter uma cara para cada ocasião. Lembre-se: não a outra face de ódio, de raiva, de vingança, de retribuição. A de humildade. De deixar nas mãos de Deus a retribuição.

O GARANHÂO (Micro conto)

O cara olhando apaixonadamente para a mocinha diz ___ o que eu sinto por você é mais do que atração física. A moça já na rede dele faz olhar de manhosa convencida pelo jeitão do garanhão que acrescenta (e ela nem percebe mais)... éééééé... atração física. Cuidado mocinhas! Nem tudo o que reluz é ouro.

PAI BRANCO PAI ÍNDIO

Antigamente o índio caçava
Com seu indiozinho
Plantava a mandioca que ia
Comer com seu indiozinho
Tinha seu indiozinho junto de si
Como suas mais preciosas armas
De sobrevivência

O homem branco de hoje
Cria seu filho como caça solta
Como se planta mandioca brava
E seu branquinho é fisgado
Como o peixe que se come e não sobra nada

O filho do homem branco
E do índio moderno
Tem virado caça perdida
Mandioca brava
Peixe fisgado que se solta da linha

Autoria: Luiz Flor dos Santos, pastor na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida.