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quarta-feira, 29 de abril de 2009

O POETA NO DIVÃ

Já faz um bom tempo que procuro.
Procuro e não acho o poema.
Os namorados acham poema na lua.
Por que eu não?

Olhei para o sol em busca nele. Não o encontrei.
Andei procurando na chuva enquanto essa caía.
Mas parece que meu poema para as bocas de lobo escorria.
Quis achar poema nas estrelas. As negras nuvens o escondiam.

Pus-me a escrever poema pra vê se o capturava.
Escrevia com a alma com árduo intuito.
Ao fim a caneta rebelava-se contra o papel
E borrava meu poema deixando-o de luto.

Olá amigos, digam onde meu poema está.
Pássaros, árvore, bichinhos, bestas selvagens
Está com vocês meu amigo?

Poema, amigo, volte ao seu lar.
Volte com sua cor, doçura, verdade, alegria ou tristeza.
Volte meu irmão!

Autoria: Luiz Flor dos Santos, pastos na cidade de São Gonçalo do Amarante, Ceará na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida.


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sábado, 25 de abril de 2009

HISTÓRIA DE UMA AMIZADE

À irmã Audilene Rodrigues Garcia

No principio só escuridão.
Eu não conseguia vê-la como você era.
Você a mim também não.

Não era caos. Havia ordem.
Estudar uma ao outro era o imperativo.
Cada um. Cada qual.

Mas Deus disse: Trevas, dêem lugar á luz!
Assim houve muitas boas tardes e manhãs.
Seguiram-se muitos bons dias a nossos dias.

Deus nos pôs em seu jardim.
Havia nele a árvore que dava vida.
E a árvore que nos mataria.

Muitas vezes comemos o fruto amargo
Da árvore da morte. Que destrói o melhor entre amigos.
Ma Deus nos deu comer o fruto da vida. Vivemos bons dias de novo.

E Deus viu tudo que tinha feito.
E tudo era muito bom.
Um anjo soou: Como é bom que vivam os irmãos em união!

Dissipou-se entre nós a escuridão.


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quinta-feira, 23 de abril de 2009

MAIS UMA ERA - (21 de Abril de todos os bons anos vividos)

Eu fiz mais uma era.
Meus amigos estiveram comigo
E me felicitaram com palavra sincera
Por mais essa era.

Meus amigos me felicitaram por algo
Que não foi feito por mim.
Os dias que de mim passaram foram
Dados a mim.

Na verdade o que meus amigos queriam dizer
Era: ainda bem que você ainda está aqui.

Senti- Me andando nas nuvens com meus amigos
Em volta de mim me dando atenção como
Se eu fosse uma história de grande sentido.

Tratamento assim só vindo de amigos. Pessoas que
Gostam de mim.

Tomara fazer mais uma era para ter meus amigos
Sempre perto de mim. Desejando minha história
Com eles não ter fim.



Autoria: Luiz Flor dos Santos, pastor na cidade de São Gonçalo do Amarante, Ceará na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida.


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segunda-feira, 20 de abril de 2009

AULA DE GEOGRAFIA

Dos autores confesso: não recordo.
Mas das lições lembro muito bem.
As lições dos meus livros de geografia.

Diziam em tom contundente os autores:
__ Só se exporta o excedente.
O que se produz num país atende-se
Primeiro aos parentes.
O que sobra: ao mercado diferente.

Em tom polido meus mestres discorriam:
Primeiro se abastece o mercado interno
O excedente destina-se ao mercado externo pretendido.

Depois de muito tempo fui verificar em loco.
Aulas práticas de geografia na mercearia
Do comércio interno.

Tristeza! Descobri quão pobre eu era
Ou então o produto lá exposto do mercado interno não era.
Acho que o preço dos itens é do mercado diferente.
Aquele para quem se devia mandar o excedente.

Será que meus mestres entendiam do que diziam?
Não estavam os livros desatualizados, pois é antiga
A ladainha de caristia no mercado e na mercearia?


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quarta-feira, 15 de abril de 2009

FESTA NO BRASIL DE TODOS OS TEMPOS

Disseram-me que o Brasil
Já foi uma monarquia.
Mas gente mal intencionada sussurrou ao pé da minha orelha:
__ Era uma palaciana anarquia.
Disseram as más línguas ao pé da minha orelha:
__ Esse negócio fui fundado por um pessoal que fugiu de seu
Lugar de tanto que por lá devia.

Também me disseram que o Brasil
Já foi uma ditadura.
Mas gente mal intencionada sussurrou ao pé da minha orelha:
___ Aí que foi pior. Antes era só uma família. Agora um bocado
Querendo poder, se divertindo como reis e príncipes
Enquanto o povo amargava uma dita vida dura.

Hoje, eu sei, ninguém me disse
O Brasil é uma Democracia.
Muita coisa nesse paraíso continua uma anarquia
E a dita vida do povo dura.

Mas a dita não é para todos. Tem muitos se dando bem.
Bancos
Deputado
Senador
E até o FMI ta tirando uma casquinha.
Jogador de futebol é dono da lei.
A polícia prende e chora porque todo seu esforço vai-se pelo ralo.

Mas vamos parar por aqui se não dá vontade de chorar.



Autoria: Luiz Flor dos Santos, pastor na cidade de São Gonçalo do Amarante, Ceará na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida.

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terça-feira, 14 de abril de 2009

DIÁLOGO: O CRENTE, O ATEU E O AGNÓSTICO

Admira-me tanta prepotência
Exibida com tanta insistência
Negar de Deus a existência
Se soberbamente vives da Divina Assistência.
Senhor Ateu.

Admira-me tamanha indiferença
Para aceitar de Deus a existência
Se soberbamente vives da Divina Providência
Tu pra quem tanto faz saber de Deus a existência.
Senhor Agnóstico.

Admira-me os senhores
De cultura tal detentores
Um negar e outro duvidar
Ser Deus de tudo a causa primeira.
Caríssimos Senhores.

Senhores há de se crer sem ilusão
Que o mundo e o que nele há
Veio surgir organizado e belo de uma explosão?
A Inteligência Suprema não é fato melhor de se aceitar?
Estimados Senhores.

E do senhor que demonstra para a existência de Deus indiferença
Por que pelo menos não apresenta qualquer teoria que faça diferença?
Assim levando a vida tendo a descrença como galhardia
Não demonstra desse modo uma vida de tamanha covardia?
Refiro-me ao senhor, Agnóstico.

Não lhe admira que sua teoria, senhor ateu
Necessite de bilhões de anos para se explicar
E mesmo depois de tanto tempo explicação sensata não há?
Mas a minha se explica pela ação Divina criando tudo em sete dias.

O senhor indiferente tem alguma explicação?
Creio a sua é mesma se sair de toda questão
Fazendo-se indiferente para não ter que me dar a razão
A mim, homem simples que dou crédito a Deus pela criação.

Com tanta inteligência que tu pensas te ser própria, Senhor Ateu
Faço a ti as mesmas perguntas que Deus a Jó submeteu.
Não será para ti matéria pesada acostumado que és a sair de ciladas.
Não as faço para ti, senhor indiferente, cansarias muito mais, alma enfadada.



Quem pôs limites ao mar, dizendo: só até aqui virás?
Quem deu ordem à madrugada e a alva o seu lugar?
A chuva porventura tem pai? Quem gerou as gotas do orvalho?
Não vai me dizer, caro senhor, ser do acaso todo trabalho?

Se insistires em dizer que é do acaso toda a obra a criação
Dizendo-te sábio ostenta pensamentos vãos.
Teus fatos carecem de sólidos fundamentos. São todos ilusão.
Abandonem, senhores a descrença e a indiferença. O fim é a condenação.

Caros senhores, Ateu e Agnóstico
Ouçam o que diz o Supremo:
O perverso na sua altivez não investiga:
Que não há Deus, são todos os seus pensamentos.

Os ímpios serão lançados no inferno,
E todas as nações que se esquecem do Deus Eterno.



* As citações bíblicas neste poema são do livro de Jó capítulos 3-40; Salmos 9 e14.

Autoria: Luiz Flor dos Santos, pastor na cidade de São Gonçalo do Amarante, Ceará na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida.

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

BONS DIAS DARÃO LUGAR A MAUS DIAS (Parafraseando o Eclesiastes)

A vida corre qual rio em seu leito
Levando tudo à sua frente.
A vida corre de nós levando
Nossos melhores dias.

Virão os anos dos quais diremos:
Não tenho neles prazer.
O sol, A luz e as estrelas
Do esplendor de nossas vidas
Irão se apagar.

Os guardas da casa se curvarão
(nossos braços).
Os homens fortes falharão
(nossas pernas).
Tornar-se-ão escassos os moedores de nossas bocas.
Os olhos se escurecerão em suas janelas.

Nossos lábios quais portas se fecharão no fim da noite.
A voz baixa não falará mais como antes.
O sono fugirá ao canto do menor pássaro.

Nossa força não suportará um reles gafanhoto.
O caminho adiante será um desafio que imporá medo.
Muitos nos olharão com olhos marejados antecipando
Nossa partida.

O último evento será:
O pó voltará a terra e o espírito a Deus que criou ambos.

Lembra-te do teu Criador em dias primeiros.
Os dias seguintes podem não te visitar.

Lembra-te do teu Criador para que
Bons dias não dêem lugar a maus dias na eternidade
Que virão ao fim de teus dias primeiros e últimos.


Autoria: Luiz Flor dos Santos, pastor na cidade de São Gonçalo do Amarante, Ceará, na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida.

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A TERRA PEDE BEM MAIS QUE SOCORRO

A terra pede socorro.

Insatisfeita pede também
Ismael, Rafael, Joel.
João, Damião, Francisco.
Carlos, Gertrudes, Felipe.

Marcos, Fátima, Noel.
Carmelita, Lucas, Vera.
Ângela, Julieta, Maria.
Manuel, Ana, Catharine.
Ediwiges, Natanael, Noel.

É tanto de que a terra precisa
Que ficam as casas em números ímpares,

Muitos foram socorrer a carência da terra.
A cada dia pede mais a terra.

Abelardo já se foi socorrer a terra.
E seguiu-o Roberto e Adalberto.
Tancredo, Inácio, Loyola, Andrade.
Abelardo, Lima, Raul, Rui e Barbosa.
Cícero, Bartolomeu, Tadeu e Alfeu.

Andradina e Astolfo estavam em casa
Mas foram chamados para socorrer a terra.
Mas ainda não foi o suficiente.

A terra recruta engenheiros, doutores, prefeitos,
Ricos, pobres, cantores calaram seu canto e se
Foram para socorrer a terra.
Poetas escreveram seu último poema e pra lá se foram
Obedecer ao chamado da terra.

Criança de colo e de sonhos não se pode ter por dispensada.
A terra os pediu. Pediu bichos e plantas. A terra pede tudo
Que tem vida.
A terra pede tudo!

Muitos mais serão solicitados e irão socorrer a terra.

A terra devolverá o que pediu.

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão,
Uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.
Os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento.
E os que ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.



* O texto da última estrofe do poema é do livro de Daniel 12.2-3.


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