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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Desgosto

Isaías 50
4 O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem.



Fui dormir com um grande desgosto
Acordei ainda com o mesmo gosto.
Na condição de ensinar esbravejei
Deveria aconselhar e me exasperei.

Quando por falta de grito se perde a boiada
Mote idêntico não se aplica a gente amada.
Mesmo que minha gente esteja desviada
Me dê paciência para poder restaurá-la.

Senhor Tu podias tomar do chicote e agir.
Senhor enquanto entre nós tinhas domínio de si.
O referido não se passa comigo
Se a voz eu erguer minha gente vou fazer perder.

Senhor me permita falar de Tua verdade em amor.
Minha língua aponte a verdade trazendo frescor.
De faltar com a verdade que eu tenha pudor pudor
Mas que eu a fale com mansidão em amor.

Perdão, meu Senhor por não ter me portado com amor...




Autoria: Luiz Flor dos Santos, pastor na cidade de São Gonçalo do Amarante, Ceará na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

DISCURSO DA LIBERDADE

EM HOMENAGEM AO MOÇO QUE LIBERTO DA CADEIA DAS DROGAS EXALTAVA A JESUS PELA VITÓRIA E GOZAVA SUA LIBERDADE.

Exalava um precioso aroma. O da liberdade, o liberto.
Abraçava-a como um pai saudoso de seu bem.
Fê-la sua sombra.
O peito se encheu e respirava o hálito doce da liberdade.
Respirava em compasso gostoso o que estivera falto dela.

Tomava e a erguia como o vitorioso o seu troféu.
E reluzia mais que ouro as mãos do liberto.
Empunhava sua liberdade com o orgulho dos vitoriosos.
E expunha a lei da vitória:
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

A boca cheia e livre pronunciava a lei da liberdade:
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é;
as coisas velhas passaram; eis que tudo se fez novo.

Vida nova.
Caminho novo trilhado a passos firmes.
Indicava o caminho da liberdade o que agora podia gozá-la:
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida;
ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Novo olhar. O horizonte não é mais o limite.
Os olhos vêem O MAIS ALÉM.
O corpo está se acostumando ao mundo novo.
Andando livre como o vento gostoso de fim de tarde.

É novo o sol. É nova a lua.
As estrelas brilham mais.
A noite é serena e encantada.
Deus preenche o espaço vazio de antes.
Antes preenchido pelas drágeas e cigarros de ilusão.

E a vida segue-a vitoriosa. E de sua liberdade falava o livre.
Queria com todos repartir a novidade.
Semeava as boas novas da graça que liberta.
Liberta de qualquer vicio.
De qualquer prisão.
Qualquer dor.
Anunciava em Jesus a libertação.

O liberto entrava e saía do coletivo.
Acordando a cada um para a liberdade.
Era voz. Eco na multidão.
Era voz necessária.
Era testemunho vivo.
Era liberto por Cristo.

Autoria: Luiz Flor dos Santos, pastor na cidade de São Gonçalo do Amarante, Ceará na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida.